CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS E RACISMO AMBIENTAL NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: A INVISIBILIDADE DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS FRENTE AO MODELO DE DESENVOLVIMENTO.
DOI:
https://doi.org/10.63835/dgyz7e40Palavras-chave:
Conflitos Socioambientais; Racismo Ambiental; Amazônia; Comunidades Tradicionais.Resumo
O objetivo desta pesquisa foi o de analisar os conflitos socioambientais vivenciados na Amazônia brasileira a partir da perspectiva do racismo ambiental, destacando como a exclusão sistemática das comunidades tradicionais dos processos decisórios e a desconsideração de seus direitos territoriais evidenciam formas estruturais de desigualdade. Busca-se ainda compreender como a imposição de um modelo de desenvolvimento hegemônico tem contribuído para a marginalização desses povos e para o agravamento das injustiças socioambientais na região. O problema central que orienta este estudo reside na seguinte indagação: de que maneira os conflitos socioambientais na Amazônia brasileira revelam práticas de racismo ambiental e a invisibilização das comunidades tradicionais diante das políticas de desenvolvimento? A metodologia adotada para esta pesquisa será o método dedutivo, com abordagem qualitativa. Quanto aos meios, trata-se de uma pesquisa de caráter bibliográfico, fundamentada em obras acadêmicas, relatórios técnicos, estudos institucionais e documentos legais que abordam os temas do racismo ambiental, justiça socioambiental e os conflitos na Amazônia brasileira. Assim, conclui-se que a superação desses conflitos passa pela adoção de um modelo de desenvolvimento mais inclusivo, plural e ambientalmente justo, que respeite a diversidade cultural e o protagonismo das populações amazônicas.
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